Mulheres na engenharia fortalecem a ciência da água e a gestão do futuro
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O dia que encerramos hoje, 23 de junho, é especial. O Dia Internacional das Mulheres na Engenharia chama atenção para uma pauta que ultrapassa homenagem.
Para a ABRHidro, reconhecer trajetórias, ampliar oportunidades e promover equidade é mais do que uma data para conscientização, é um fato, um feito que perpassa por mulheres incontáveis, a exemplo das inspiradoras profissionais do registro da foto de hoje: a Professora Mônica Ferreira do Amaral Porto, ex-presidente da ABRHidro, primeira mulher a receber o Prêmio Flávio Terra Barth, a principal distinção da Associação; as também dedicadas ex-presidentes Jussara Cabral, Synara Broch e Ingrid Illich Muller. E, claro, todas diretoras, coordenadoras, representantes pregressas e atuais, que ajudaram e ajudam a moldar a Associação e sua atuação no debate hídrico brasileiro, com decisões técnicas que impactam vidas, economias e territórios, assim como a presidente do biêno atual, Suzana Maria Gico Lima Montenegro e, vice-presidente, Conceição de Maria Albuquerque Alves, ambas engenheiras e pesquisadoras com trajetória sólida em recursos hídricos.
Vale destacar que a data surgiu no Reino Unido, em 2014, por iniciativa da Women’s Engineering Society (WES), e ganhou alcance internacional ao evidenciar o talento de engenheiras e incentivar novas gerações de meninas e mulheres a ocuparem espaços na engenharia.
Na agenda dos recursos hídricos, essa reflexão ganha sentido estratégico. Planejar cidades mais resilientes, enfrentar secas e cheias, qualificar o saneamento, modelar sistemas hídricos, proteger bacias e responder aos efeitos das mudanças climáticas exige engenharia, ciência, dados, gestão e diversidade de olhares. A presença feminina nesse campo não é complementar: é parte essencial da construção de soluções mais robustas, inovadoras e conectadas às realidades dos territórios.
A ABRHidro reconhece esse movimento em sua própria comunidade. Em 2025, as associadas somavam o equivalente a 41,7% do total de associados.
Hoje, assim, a ABRHidro celebra as mulheres engenheiras que pesquisam, projetam, ensinam, planejam, gerem e transformam a relação da sociedade com a água. Mais do que marcar uma data, o momento reforça um compromisso: ampliar a representatividade, valorizar talentos e construir uma engenharia cada vez mais plural, colaborativa e preparada para os desafios hídricos do Brasil.






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