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ANA discute gestão de recursos hídricos e mudanças climáticas na Cúpula da Amazônia

Segurança hídrica na região Amazônica e resiliência climática em comunidades vulneráveis. Estes foram alguns dos pontos abordados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em 5 de agosto, no evento Recursos Hídricos na Amazônia: Medidas de Adaptação para a Mudança do Clima.


Essa discussão ocorreu paralelamente aos Diálogos Amazônicos, que aconteceram no Hangar Centro de Convenções, em Belém (PA).


O evento Recursos Hídricos na Amazônia: Medidas de Adaptação para a Mudança do Clima, coordenado pela ANA, contou com a participação de representantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Instituto Socioambiental (ISA), além de servidores(as) da própria Agência. Representaram a ANA nesse debate a superintendente de Planos, Programas e Projetos, Flávia Oliveira; a assessora especial Internacional, Gisela Forattini; e as servidoras Luciana Sarmento e Marcela Ayub.


Em 6 de agosto, domingo, a Agência foi representada pela diretora Ana Carolina Argolo no painel organizado pela OTCA, o qual tratou do tema Nova Cooperação Técnica para a Região Amazônica entre a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e sócios estratégicos.


Esse evento contou com a participação de representantes da OTCA, ANA, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), PNUMA, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento (USAID na sigla em inglês).


Ainda no dia 6, diretores e autoridades de água dos oito países-membros da OTCA – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela – concordaram em criar a Rede Amazônica de Autoridades de Água (RADA).


A partir disso, a proposta será submetida aos presidentes dos oito países-membros da Organização, que se reunirão na Cúpula da Amazônia, entre 8 e 9 de agosto, também na capital paraense.


Nesse encontro sobre a Rede, representaram a ANA os diretores Ana Carolina Argolo e Mauricio Abijaodi, além da superintende Flávia Oliveira e da assessora Gisela Forattini.

A diretora Ana Carolina Argolo falou sobre a importância das discussões a respeito da bacia Amazônica.

“Estamos com um parceiro muito importante, que é a OTCA. Trouxemos nossa expertise para essas discussões referentes à bacia amazônica, que são muito importantes. Essa semana tivemos a oportunidade de participar de eventos paralelos, onde conseguimos discutir sobre as diretrizes para fazer uma melhor gestão dos recursos hídricos na bacia”, concluiu Argolo.

Já a superintendente de Planos, Programas e Projetos da Agência, Flávia Oliveira, ressaltou as iniciativas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico na região da Amazônia.

“Dentro dos Diálogos Amazônicos, conseguimos falar sobre as iniciativas que a ANA possui aqui na bacia Amazônica. Esses feitos buscam melhorar a gestão dos recursos hídricos e, dentre eles, está a rede de monitoramento hidrometeorológico, que foi toda planejada em conjunto com todos os países da bacia, com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e outros parceiros. Essa rede pode ser consultada on-line, por qualquer pessoa, e ajuda bastante na gestão de eventos extremos de secas e cheias”, afirmou Oliveira.

A RADA pretende ser um espaço permanente de participação e articulação para ampliar o diálogo, o intercâmbio e a cooperação na gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos transfronteiriços da bacia Amazônica. Tal atuação se propõe a acontecer aliada à proteção da biodiversidade e segurança hídrica dos povos amazônicos.


Outro intuito da Rede é contribuir para o desenvolvimento de atividades para mitigar os impactos negativos das mudanças climáticas e os riscos de insegurança hídrica nos territórios amazônicos, estabelecendo sistemas integrados de monitoramento e alerta precoce para apoiar a tomada de decisões.


A RADA busca, ainda, fortalecer a capacidade institucional e mobilizar recursos para a implementação de programas e projetos prioritários em recursos hídricos e contribuir para a harmonização dos marcos regulatórios relacionados aos recursos hídricos, levando em conta a soberania dos países amazônicos.


Os Diálogos Amazônicos foram realizados entre 4 e 6 de agosto com o objetivo de pautar a formulação de novas estratégias para o desenvolvimento sustentável da região a partir de iniciativas da sociedade civil organizada. A propostas discutidas nesse encontro pautarão os debates da Cúpula da Amazônia.


FONTE: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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