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Serviço Geológico do Brasil contribui para enriquecer debates em workshop sobre a Amazônia

Evento do Institut de Recherche pour le Développement (IRD) busca a integração entre pensamento científico e a sabedoria das comunidades locais

O Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio do chefe do Departamento de Hidrologia (DEHID) Frederico Cláudio Peixinho, participou, nesta segunda-feira (3), da abertura do workshop “A Amazônia no Cruzamento de Questões Globais", realizado pelo Institut de Recherche pour le Développement (IRD), na Universidade Federal do Amazonas, em Manaus.


O evento tem como objetivo geral definir uma estratégia científica para o Instituto e seus parceiros, além de elaborar uma "Declaração de Manaus para a Investigação Partilhada na Amazônia", em conjunto com a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com previsão de ser apresentada aos chefes de Estado dos países que compõem a Amazônia, no início de agosto, em Belém.


De acordo com o chefe da DEHID, esse encontro é muito importante porque a Amazônia é uma área de dimensões continentais, com desafios igualmente grandes relacionados, por exemplo, a mudanças climáticas e a perda da geodiversidade.

“Esse evento envolve a participação de vários países que fazem a composição com a Bacia Amazônica (Peru, Bolívia, Colômbia e Guiana Francesa) e têm grande relevância na pesquisa e investigação desse campo”, disse.

Ele também informou sobre a parceria do SGB e do IRD em atividades de campo.

“Nos desafios atuais investimos na integração dos diferentes atores da Bacia Amazônica e desenvolvemos novas formas e métodos de tecnologia. É o que estamos fazendo em parceria com o IRD, na área de hidrologia espacial, realizando campanhas para validação de calibração da missão Swot, que irá nos permitir, a médio prazo, termos uma aplicação de tecnologia por satélite, além de transporte de sedimentos na região amazônica, com mais rapidez, segurança, economicidade e confiabilidade”, destacou.

Para Peixinho, ainda é difícil levantar informações de hidrologia na área, por isso o monitoramento hidrológico é peça fundamental para pesquisas e estudos que venham a apoiar planos com maior efetividade na gestão da Bacia Amazônica.

“O legado que esse workshop deixará é exatamente ter um olhar holístico – ou seja, integral – sobre o ambiente e achar soluções no campo da pesquisa, que integrem o pensamento científico, com a sabedoria das comunidades locais”, ressaltou.

Workshop - Entre 3 e 5 de julho serão realizadas cinco mesas-redondas em torno dos desafios científicos para os quais o IRD pode contribuir transferindo experiências, conhecimentos e competências para os países da região amazônica.


O IRD desenvolve atividades de pesquisa, formação e inovação, em parceria com instituições brasileiras, há mais de 60 anos. As pesquisas estão focadas nas relações entre o homem e o seu ambiente, na perspectiva de um desenvolvimento sustentável e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.


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FONTE: Serviço Geológico do Brasil - CPRM

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